Homenageados - 2º Curta Santos

Olhar, Ver, Enxergar

Esta foi a assertiva que aprendi com um francês IOUCO, irascivel ao defender suas idéias, cinéfilo inveterado: o mestre Maurice Legeard, criador da Cinemateca de Santos, vindo de uma geração polemica e criadora de um movimento cultural de porte, ele, Patricia Galvão Pagu, GiIberto Mendes (salve o Festival Musica Nova) , Willy Correa, Plinio Marcos (evoé) , os Mambertis (saravá!), Geraldo Ferraz, o Professor Carranca, e mais alguns outros que minha franca memória trai, produziram e trouxeram a modernidade cultural a Santos, estabelecendo em um Clube de Arte traçaram nossos rumos.

Uma oxigenação na Cultura Santista foi o que ocorreu com a chegada da itinerância do 13º Festival Internacional de Curtas Metragens em Santos. Antes aconteceu a chegada das Oficinas Kinoforum.

Na noite da chegada na favela do Dique, Zita ci rculava entre os moradores e preconi zava: "Isto vai dar samba !" Zita, estamos sambando, e a ginga é muito louca, mas o mérito ou a culpa é tanto sua quanto do Torero, que intermediou sua vinda e a do Festival Internacional, dai nós termos o privilégio de conhecer você, que falava que por onde o Festival passava evoluia um novo foco de exibição e produção para o formato. Tá crescendo Zi ta, passamos de 26 curtas em 2002 para 65 este ano, todas as produções do litoral paulista, este pólo que princi pia querer a nascer, frutificar e organizar-se, e deve principalmente a você start, que já sediou duas oficinas Kinoforum, e traz pela segunda vez o Festival Internacional solidifi cando a experiência.

Cada espaço que se cria para 0 audiovi sua I naci onal é fundamental, isto aprendemos. Daqui do nosso pequeno espaço vamos batalhar para que este encontro seja permanente.

Fomos buscar ouvir, saborear, desfrutar mesmo a Gustavo Spol idoro e o trazer, zoocinenesquemanovo, o que revi ta liza tudo, o Cinema Feijoada, Gui lherme e o Curta o Curta, o Curta Minas, chegada do Festival de Óstia, para que possamos observar, degustar, entender, e informamo-nos daquilo que de mais importante ocorre na linguagem do filme Curto, e fome é muita.

Destes bam bam bans o que são estes sacro jurados, grande privilégio recebê-los e perscrutar tudo o que será dito, coisas que, somente com o tempo, entenderemos plenamente.

Claudio Mamberti dando nome a prêmio, que vai para Peréio, meu bode Orellana favorito, iconoclasta bandido e por vezes banido, um dos deuses do palco e da tela do grande cinema brasileiro.

Lilian Lemmertz (Salve Júlia) densidade profunda da imensa atriz, registrada principalmente por Walter Hugo Khouri (mais uma estrela linda no céu). Li 1 iam, seu prêmio será entregue à divina Betty Faria, guerreira, cantora, atriz, bailarina, fogo e paixão pura no cinema ou na TV.

Homenageamos ainda os 3 anos da Revi Sta de cinema, onde ficam os regi Stros do nosso mundinho, ao canal Brasil que sem distinção de linguagem ou movimentos, leva ao grande publico o cinema Brasileiro, e saudamos especialmente os 30 anos da ABD, salve ela!

Que venha o Curta, que neste pólo que principia a nascer sinalize em organização uma ordem democrática e horizontal , que os poderes públicos sensibilizem-se e entendam que o audiovisual é estrategicamente o registro e preservação de nossos mais profundos val ores, que Deus nos abençoe, e salve-se que puder do registro deste maravilhosos e malucos realizadores dos curtas que assisti remos agora.

Toninho Dantas Diretor e cri ador do Curta Santos

Troféu Lilian Lemmertz — Betty Faria

Audaz, ardente, alegre, abusada, apaixonada, afoita, amiga, avó, bacana, bonita, balançada, buliçosa, briguenta, brejei ra, bailarina, morena, malandra, marota, mutante, mãe, delicada, dedi cada, dengosa, doce, danada, feliz, falada, famosa, falante, faceira, fã, feminina, fadada, filha, temperada, tenaz, teimosa, talentosa, sapeca, safada, sambista, sofrida, capaz, colocada, calejada, capri chosa, caprichada e carioca.

Todas estas palavras e muitas mais servi riam para entrar numa descrição da Betty. Por motivos que desconheço, mas desconfio, fui intimado a escrever sobre ela. E o que primei ro me veio a cabeça foram essas palavras soltas, tão soltas como foi e é 0 viver desta atriz. A sua vida não foi por o caso, ela quis, brigou, estudou, lutou. Se não fosse filha de militar, sempre viajando por este Brasil na infância, talvez tivesse começado mais cedo na profissão. Ainda menor de idade já estava numa TV, como auxiliar de apresentador e bailarina. E emancipada, dançava num dos mais lindos shows montados no Copacabana Pa lace. Quando Copacabana valia a pena. A conheci na praia de Ipanema. No Castelinho. De biquini , 0 nariz já em pé dizia que iria ser atriz. Não demorou muito e lá estava ela, seduzindo Jorge Dor ia, numa primeira versão do "Beijo no Asfalto". E já era num show do Carlos Machado (o Rei da Noi te) a "Chica da Silva", personagem titulo. Cantava, dançava e junto a Lennie Dale começava a fazer todos "balançar" no ritmo "Bossa Nova". Inquieta, onde você olhasse no Rio, lá estava ela.

A vida de um artista só começa a contar quando 0 grande público sabe dele. E isto só veio a acontecer, quando a televi são cruzou o Pais. Ali todos começaram a conhecê-la. Mas, mui tos caminhos e aprendizados já tinham sido trilhados. Teatro revista e o teatro oficina, cantando dançando e fazendo humor em TV, comédias no cinema, era uma das "Sete faces de um cafajeste" chamado Jece Valadão.

Andava junto com outras "meninas" que eram o desacerto da moçada. Ela, Leila Diniz e Marieta Severo. Pois foi Leila, que veio lembrar o nome dela, para uma novela que eu estava começando. Betty tinha acabado de dar a luz pela primeira vez uma das estrelas. Dali o convite para estrelar um filme com o óbvio titulo de "A Estrela Sobe Ela que já estava subindo então o que estava lá em cima, furou o teto. Di rigi a Betty em TV, varias vezes, e sempre Conto e repito aqui , que o acerto da primeira versão de "Pecado Capital" está muito ligado a ela. Pena que ninguém viu sua "Viúva Porcina", que proibida com 36 capítulos gravados, nós já tínhamos uma certeza do sucesso, quando veio a proibição. Alguns atores têm este dom apesar de "viverem os personagens" ter sua persona presente. Éo caso dela. A voz quente e swingada. Olhar direto. Corpo firme. Mulheres fortes.

De "By By Brasil" á "Romance da Empregada" essa mulher esta lá. E podem acreditar lá também esta Betty Faria. Mesmo na sofrida professora de "Anjos do Arrabalde", ela dá dignidade ao perdedor. Mas, a qualidade que mais admiro é o da brasil idade. Poucos atores e menos trizes são tão brasileiras na tela ou telinha. É uma marca. Ser assim é que a faz mais querida do nosso publico, ser assim é que fez Jorge Amado, enquanto escrevia em Londres "Tieta do Agreste" dizer a ela. - "Este livro que estou fazendo é para você". E Zélia concordar: - "É, a Betty é 0 jeito de Tieta".

Sou testemunha disto. E a lutadora Betty, depois comprou os direitos (por preço de pai pra filha) e o levou para a televisão. O "Tieta" da TV é praticamente uma co-produção dela. O Brasil esta no corpo e sangue de Betty. Quarta geração de autênticos brasilei ros. Pernambucanos, goianos, índios, caboclos, portugueses. Esta ml stura da raça, está lá. Em cada poro, em cada balanço do seu corpo. Corpo e olhar que esquentou a imaginação dos espectadores do lapoque ao Chui . O nome dela, ela não gosta que digam, mas lá no certificado de nascimento é: "Maria Elizabeth da Silva Faria", olhe a mistura do Elizabeth com o Maria da Silva, e me digam se não é um autentico Brasil. Os anos não esmoreceram a "menina" que conheci lá em Ipanema. Muitos prêmios e aplausos depois, aqui estou eu, escrevendo sobre ela, para esta merecida homenagem. Adora o cinema, acabou de produzir e estrelar mais um. "Bens Confiscados" de Carlos Rei chenbach. E agora eu me levanto da cadeira e me junto a todos neste aplauso e junto grito:

Bravo por acreditar que não existem barreiras, quando se ama e se acredita numa missão!

Bravo por representar tão bem a mulher do seu Pais!

Bravo Betty Faria, atriz, mãe, avó, brasileira, sonhadora, lutadora, vencedora!

Daniel Filho

Troféu Cláudio Mamberti — Paulo Cesar Peréio

O ator peréio.

Ele é definido geralmente como o mais incisivo, anárquico, explosivo, irónico e debochado ator da sua geração, mítico fetiche de resistência á ditadura, ícone da arte de representar num pais dominado pelo medo. Mas ainda é pouco para se chegar mais próximo dessa inquieta personalidade. É preciso antes ter vivido os últi mos quarenta anos para se entender a linha mestra de uma vida de absoluta integridade de espírito e liberdade dedicada á arte da palavra. É dificil definir o ator Paulo César Peréio. Mas vou tentar.

O primeiro fundamento de todo grande ator é sua sinceri dade. Podemos dizer que a sinceridade, a grande, profunda, genuina sinceridade é 0 primei ro sinal que distnngue Os grandes atores em algum sentido. Não essa sinceri dade que se chama a si própria sincera, esse baixo sentimento de ostentação que não passa de pura vaidade. A sinceridade do grande ator é de tal condição que não tem explicação, porque nem mesmo ele tem consciência dela. Onde se poderia encontrar um grande ator que possa ajustar seus passos pela lei da verdade dos homens do seu tempo?

Não! O grande ator não proclama ser sincero, muito pelo contrário, nem mesmo se pergunta se é, pois sua sinceridade não depende dele. Depende de uma realidade que está acima dele. Ele pode fugir para onde quiser, mas não pode afastar de si a presença dessa realidade. E se ele é realmente grande, é, sobretudo por isso. Assim é sua alma. Terrivel e maravilhoso, real como a vida, rela como a morte, assim é o um verso para ele. Ainda que todos os homens possam esquecer essa verdade e caminhar entre vãs aparências, ele não pode.

Porque ele não é um homem comum. De uma maneira ou de outra, todos compreendem que as palavras que ele pronuncia são diferentes das que pronunciam os homens comuns. Ele é o mensageiro do poeta, do dramaturgo, em última instancia do profeta. Ele não existe para falar o seu tempo, ele fala para todos os tempos. E essa condição de interprete dos deuses, como na Grécia antiga, traz embutida uma maldição, a impossibilidade da simulação.

Nesse sentido, ele não se ajusta as normas estabelecidas, as regras ocasionais, aos simulacros de comportamento social, pois ele está acima do seu tempo.

Eu diria que Paulo César Peréio é um grande ator e um homem sincero. Na sua trajetórna artistica se tornou uma espécie de imã que captou nossa inqui eta rebeldia e expressou nossa contida indignação. Nesse sentido, ele honrou seus espectadores.

Maurice Capovilla

Patrono — José Roberto Torero

Há cerca de dez anos, eu me lembro do dia em que José Roberto Torero me procurou com o rotei ro de um curta—metragem que me encheu os olhos: "Amor"!.

Formado em Letras e Jornalismo, Torero já mostrara seu talento também como cineasta em dois curtas: "A inútil morte de S. Lira" e "Canal 100 Nunc et Semper". Fomos adiante com o projeto "Amor", que veio a ser um dos curtas brasileiros mais bem-sucedidos dos anos 90.

A partir de então, trabalhamos juntos em todos os seus projetos para cinema e Torero construiu também uma carreira sólida como romancista, roteirista de TV e articulista da Folha de S. Paulo. Atualmente, estamos juntos na final ização de seu primeiro longa-metragem, "Como Filmar uma História de Amor", cuja estréia está previ Sta para 0 ini cio do ano que vêm.

Muito me alegra ser chamada a escrever sobre José Roberto Torero neste momento em que ele é homenageado pelo II Curta Santos ainda mais pela homenagem vir de uma cidade que tem a sua cara. Uma cidade que foi apresentada mais profundamente justamente por ele, quando do rotei ro do curta "Brevissima História das Gentes de Santos", dirigido por André Klotzel.

Foi também o Torero que me apresentou o Toninho Dantas e o Ri cardo Vasconcellos que, no ano passado, vieram nos propor uma parceria com essa cidade que hoje abriga a maior extensão do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.

É dificil defi nir Torero, esse autor quase renascentista ou, em termos mais contemporâneos, multimidia talentoso como romancista, cineasta, rotei ri Sta de cinema e TV, arti culista e agora empresário (seu novo talento, descoberto com a abertura recente da livraria Realejo, no coração do Bairro santista Gonzaga).

Fico feliz em dizer que Torero é mais que um parcei ro de projetos: é um amigo e uma pessoa cuja serenidade e bom-humor tornam prazeroso cada momento em que trabalhamos juntos.

E, final izando, penso que sua obra define—o melhor que qualquer texto.

Zita Carvalhosa

Homenagem Especial - Cláudio Mamberti

Caro Mano

Já se passaram quase dois anos de sua partida e as saudades são grandes. Quanta coisa tem acontecido no mundo, em nosso pais, quanta mudança! O Brasil tem um novo presi dente, do Partido dos Trabalhadores, aquele mesmo partido que você teve a honra de assinar a ata de fundação. É o companheiro Luis Inácio Lula Da Silva, o operário que acreditou no poder do voto e nesses últimos vinte e dois anos lutou junto com o povo brasilei ro para construir a nação soberana, solidária e justa, que você tanto sonhou. E nesse governo, Cláudio, a cultura ocupa um espaço estratégico que irá permear todas as suas ações. Percorrendo todas as regiões do pais, realizamos fóruns e encontros, com ampla participação da comunidade cultural, para hoje constituem o seu programa para a cultura, "A imaginação a serviço do Brasil".

Nesses últimos oito meses, após as comemorações da vitória e a cerimônia da posse, que uniu a todos nós, brasileiros, sob o signo da esperança e da coragem de mudar, apesar dos embates de desafios, estamos pouco a pouco tomando pé da situação. Implementamos em quase todos os Ministérios medidas emblemáticas, procurando demonstrar que chegamos para transformar, sem medo de ser feliz!

E tem mais, assumi a Secretaria de Música e Arte Cênicas do Ministério da Cultura a convite de Gilberto Gil, que é hoje nosso Ministro da Cultura, para participar ativamente do seu planejamento estratégico e da criação de políticas públicas de cultura que, a curto prazo, esperamos, nos permitirão garantir este direito social básico para todos os brasileiros.

O financiamento da cultura, através das Leis Federais de incentivo e do Fundo os estados do , para o aperfeiçoamento e transparência de seus mecanismos de funcionamento.

Para que a economia da cultura seja desvendada em todos os seus detalhes o MINC assinou também um convenio com a PUC do Rio e o BNDS, no sentido de traçar um diagnóstico de cada produtiva de todas as áreas da produção artística, para balizar e maximizar os investimentos. Como você vê, estamos trabalhando arduamente para colhermos o mais breve possível os frutos do que já plantamos.

Em nossa cidade, a querida Santos, por exemplo, já estamos no II Curta Santos de Cinema com abertura marcada para o dia 8 de setembro no Cine Indaiá, para uma palestra de mil pessoas, tendo como patronos esse ano Bete Mendes e José Roberto Torero. E o melhor foi criar um prêmio Cláudio Mamberti em Sua homenagem, prestigiando a contribuição ao cinema nacional, que nesta edição vai para Paulo César Peréio. Nada mais apropriado já que tanto, você como o Peréio, estão os atores que mais filmaram no Brasil. Quem não se lembra dos teus prêmios nacionais e internacionais e da tua enorme e variada filmografia que Rubens Enad Filho classifica como a mais prolifica dentre os artistas da baixada?

"Cidade Oculta", "Kuarup", "O Beijo" Quatrilho", "Policarpo Quaresma", "Amor & Cia.", "Oriundi ", entre tantos outros.

Nessa noite estarei lá falando de você, de seu trabalho, da falta que nos faz a sua presença e de como você é amado e admirado pela obra e pela carreira que traçou. Parabéns Claudião, nós todos artistas aqui presentes esta noite e este público, que como nós, tanto te amamos, desejamos tudo de bom pra você.

Até qualquer dia e muita paz. Teu irmão que muito que te quer.

Sérgio Mamberti

Homenagem Especial - Lilian & Linneu Em 1957, estava em Porto Alegre com a Cia. Maria Della Costa e fui a convite do diretor Carlos Murtinho assistir a farsa de Joaquim Manuel de Macedo "O Macaco da Vizinha".

O casal de protagonistas da peça eram: um jovem marido enfermo apaixonado pela mulher e por canários, ela, uma meiga esposa assediada pelo vizinho.

Dois artistas lindos e talentosos.

Assim conheci Lilian Lemmertz e Linneu Dias.

Anos mais tarde, quando encontrava com ele ou com ela em algum trabalho, me vinha sempre á memória aquela noite num Teatro em Porto Alegre.

Serafim Gonzalez

Cinelândia Santista

Santos é uma das poucas cidades do Brasil (como Rio de Janeiro e São Paulo) a ter sua Cinelândia. Ela situa-se no Bairro do Gonzaga.

No auge, eram 6 grandes cinemas que fizeram história. O primeiro foi o Roxy, inaugurado em 1933. Na década de 40, o Atlântico e o Gonzaga, depois vieram o Iporanga e o Independência e já na década de 60, o Indaiá, e por fim, o Praia Palace quando o Atlântico estava fechado. Todos localizados na Av. Ana Costa, e juntos ofereciam mais de 7 lugares.

No final dos anos 70 e inicio dos 80, as grandes salas começam a ser divididas. Primeiro foi o Indaiá, segundo pelo Iporanga e Gonzaga. Ficando assim a Cinelândia com 6 cinemas e 9 salas.

No final dos anos 80, as salas começam a fechar. Primeiro, foi o Independência, em seguida, o Gonzaga, que virou Atlântico após a divisão em duas salas. Depois o Praia Palace e por fim, em 2000, as 3 salas do Iporanga. Restando assim somente as 2 salas do Indaiá e o Roxy.

Hoje com a transformação do cine Roxy no primeiro Multiplex de rua do pais, com 5 salas, a Cinelândia de Santos com 2 cinemas e 6 salas, é a única do Brasil que ainda faz jus ao nome.

Toninho Campos - Empresário

Homenagem Especial - Canal Brasil

Os grandes lançamentos, o cinema da "retomada", Cinema Novo, as comédias dos anos 80, filmes raros do Ciclo do Recife nos anos 20, produções da Atlântida, da Vero Cruz, comédias eróticas, cinema marginal. Toda a riqueza do cinema brasileiro na televisão, 24 horas por dia no Canal Brasil . São mais de 43 mil horas de programação 100% nacional no ar, composta por curtas, médias e longas-metragens, além de centenas de programas realizados ou coproduzidos com produtoras independentes.

Há 5 anos no ar, o Canal Brasil exibiu mais de 650 longas e 320 curtas-metragens brasileiros, alcançando o reconheci mento por meio do Grande Prêmio da Cri tica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e 0 prémio Especial Mario Peixoto do MinC.

Trata-se de um investimento na indústria do audiovisual brasileiro que reflete a aposta no resgate da cultura do pais e fortalece o casamento entre o cinema brasileiro e a televisão, firmado em 18 de Setembro de 1998, dia em que o Canal Brasil levou ao ar as suas primeiras imagens, com a exibi Çá0 de "Sonho sem fim" (1986) de Lauro Escorel Filho).

O Canal Brasil tem trabalhado na recuperação de clássicos do cinema nacional para viabilizar suas Exibições na TV com uma melhor qualidade de imagem e som. No total, o projeto já recuperou cerca de 250 filmes, entre eles "Sinhá Moça", "O Pagador de Promessas", "Assalto ao Trem Pagador" e "Dedé Mamata".

O único canal dedicado 24 horas ao cinema brasileiro exibe entre outros programas, o Cinejornal sempre a melhor cobertura jornalística da produção audiovisual nacional; Retratos Brasileiros biografias de grandes personalidades do mundo do cinema nacional; Curta na Tela um espaço reservado para produções independentes proporcionando a oportunidade de assistir a filmes que, até então, estavam restritos aos festivais de cinema; Sessão das Nove a sessão mais nobre do Canal, que a cada mês exibe os grandes lançamentos e os maiores filmes do cinema brasileiro. Também no site www.canalbrasil.com.br

Homenagem Especial - Revista do Cinema Brasileiro

A revista de CINEMA é a primeira revista dedicada ao cinema brasileiro de grande tiragem e circulação nacional. São 20 mil exemplares espalhados pelas principais bancas de jornal de todo o pais. Editada pela editora krahô foi idealizada pelo jornalista Hermes Leal, ao sair da Rede Manchete, onde era o diretor de criação e da divisão de programas da casa. Hermes é escritor e pós-graduado em cinema na ECA/USP.

É uma produção independente, não está ligada a nenhuma grande editora ou instituição cultural . É uma das revistas de cultura mais importantes do pais e sua existência foi possível por causa de seu conteúdo qualificado, por contribuir de forma expressiva para a consolidação do novo cinema que está se formando no pais. por fomentar a cultura nacional através do cinema.

A revista tem um design moderno, e um conteúdo que nenhuma outra publicação possui, com editorias variadas, que vai desde o perfil de um mestre do cinema mundial (Dossiê); entrevistas com diretores e produtores; perfis de atores; entrevistas com diretores internacionais de prestigio; reportagens sob os principais filmes que chegam ao mercado e sobre o próprio mercado de filmes; os principais lançamentos nas salas de cinema e em DVD.

É também a publicação que lançou o cinema digital no Brasil. Em todas as edições, mostra os principais equipamentos disponíveis no mercado e a experiência de um diretor usando a tecnologia do momento. Está lado a lado com os curta-metragistas e incentiva as produções ousadas e inovadoras. Em todas as edições as edições, divulga curtas premiados, vídeos independentes e os sites de arte digital. Há também uma coluna fica mostrando a produção de fi Imes publici tários e para televisão.

Os maiores cri ticos e estudiosos de cinema hoje escrevem na revista. Em todas as edições temos críticas e debates sobre filmes e o cinema brasileiro. O site da Revista de CINEMA (www.revistadecinema.com.br) está no UOL, onde recebe milhares de visitas, pois lá também se encontra o maior arquivo de informações sobre o cinema brasileiro, com as edições anteriores disponíveis.

Homenagem Especial - Associação Brasileira de Documentaristas (ABD)

A ABD — Associação Brasileira de Documentaristas reúne realizadores e produtores de cinema cultural e independente em todo o Brasil, estando organizada atualmente em 21 estados. Em 2003, a ABD comemora 30 anos de sua criação. Nesses anos todos, tem desempenhado papel cada vez mais importante no debate político sobre os rumos da produção audiovisual brasileira. Nos últimos anos, a ABD tem caminhado no sentido de pensar o cinema de forma cada vez mais ampla, não ficando restrita à discussão sobre os formatos de curta-metragem e documentário.

Essa postura reflete duas das principais características da associação: seu vasto território de atuação, sendo a única entidade do cinema brasileiro com representação efetiva nas cinco regiões brasileiras, e a diversidade política, profissional e regional de seus representantes.

São características que nos credenciam a tomar a dianteira no debate sobre a regionalização da produção cultural e na revisão do modelo de financiamento à cultura vigente no pais, duas das pautas mais candentes em nosso atua I momento político.

Ao mesmo tempo, temos o grande desafio de unir as diferentes ambições estéticas e políticas geradas por uma representação tão diversificada, que nos coloca diante das mais distintas experiências e das pelicularidades de cada estado, com seus problemas e soluções próprios.

O desafio da ABD é o desafio de todo 0 cinema brasileiro: buscar um modelo de atuação que possibilite o surgimento de novos realizadores, em cada canto do pais, e que ao mesmo tempo consolide uma indústria cinematográfica forte e competitiva.