Homenageados - 9º Curta Santos

PATRONESSE DA 9a EDIÇÃO: ETTY FRASER

Etty Fraser é a patronesse da 9a edição do Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens. Apesar de ter iniciado sua carreira no teatro, sua experiência não se limita aos palcos: a atriz também atuou no cinema e na televi são. Nas telonas, fez vários filmes nos anos de 1960 e 1970, mas o trabalho realizado em "Durval Discos" (2002) foi o que teve mais destaque.

A atriz nasceu no Rio de Janeiro em 08 de maio de 1931. Desde jovem se interessou pelas artes cênicas, o que a fez levar, anos mais tarde, a ser uma das fundadoras do Teatro Oficina - um dos mais antigos e renomados grupos teatrais do Brasil. Foi lá que a patronesse do Curta Santos conheceu o ator Chico Martins, que resultou em um romance de mais de 40 anos. Em 2003 ela ficou viúva.

Participou de novelas e chegou a apresentar um programa de entretenimento na TV Record, em rede nacional. Na TV Globo, ganhou reconhecimento quando atuou em "Torre de Babel" (1998) e na minissérie "Um só Coração" (2004). No cinema, participou de "Diabólicos Herdei ros", "O Supermanso", "Macho e Fêmea" , "Eugênia dá Tudo o que Tem" , "Senhora" , entre outros.

Ela também foi a responsável por uma campanha de arrecadação de fundos para vítimas do H. I. V. A atriz, pessoalmente, pedia colaboração para o público.

Etty Fraser recebe o Troféu Maurice Legeard durante a Gala de Abertura do Curta Santos, que ocorre no dia 13 de setembro, pela sua importante contribuição ao cinema brasileiro.

Troféu Maurice Legeard

É concedido a figuras que se tornaram através de sua carreira ícones de reflexão e estimulo do pensamento no campo do cinema. Em edições anteriores, o prémio foi concedido a Luiz Carlos Merten, Sérgio Mamberti, Ney Latorraca, Carlos Manga e Paulo Goulart.

DIRETORA HOMENAGEADA : LAIS BODANZKY

Lais Bodanzky é a diretora homenageada da 9a edição do Curta Santos — Festival Santista de Curtas Metragens. Além de dirigir o premiado longa metragem "Bicho de Sete Cabeças", a cineasta também é responsável pela criação do projeto itinerante de exibição de filmes gratuitos, o Cine Tela Brasil.

Ela é formada em Cinema pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP-SP) e em Teatro pelo Centro de pesquisa Teatral de Antunes Filho. Nos palcos, dirigiu a peça "Essa Nossa Juventude", de Kenneth Lonergan, e se prepara para dirigir "Menecma", de Bráulio Mantovani.

A diretora estreou no cinema com o curta-metragem "Cartão Vermelho" 1994, apesar de ter realizado alguns trabalhos em vídeo anteriormente. Nas grandes telas, conquistou renome com os longas "Bicho de Sete Cabeças" (2001), com Rodrigo Santoro e Cássia Kiss, e "Chega de Saudade" (2008).

A mais recente produção da diretora homenageada do Curta Santos é "As Melhores Coisas do Mundo", que narra a rotina de um jovem que vive os altos e baixos da adolescência. É baseado na obra de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto e tem no elenco Denise Fraga, Paulo Vilhena e Caio Blat. Sucesso de critica, também foi sucesso de bilheteria.

Lais Bodanzky recebe o Troféu Chico Botelho durante a Gala de Abertura do evento, setembro, pela sua importante contribuição ao cinema brasileiro.

Troféu Chico Botelho

É concedido a jovens diretores que, de alguma maneira marcaram presença significativa com filmes expressivos na história da recente safra do cinema nacional. Em edições anteriores, o prémio foi entregue aos diretores Eliane Caffé, Lirio Ferreira, Beto Brant e Carla Camurati.

PROJETO HOMENAGEADO: INSTITUTO CRIAR DE TV, CINEMA E NOVAS MÍDIAS

O Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias, responsável por promover o desenvolvimento profissional, sociocultural e pessoal de muitos jovens brasileiros por meio do audiovisual, recebe o Troféu Maurice Legeard, durante a Gala de Abertura do 90 Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens, pela responsabilidade social em levar a cultura a pessoas carentes.

Tradicionalmente são homenageados, durante o Curta Santos, com o Prémio de Contribuição e Difusão do Audiovisual, projetos que proporcionem a difusão e/ou inclusão da população. Já receberam essa condecoração as Oficinas Querô, da Cullane Filmes, Gente é Pra Brilhar, do CIMA - Total FiImes, Oficinas Kinoforum, de Realização Audiovisual e o Cine Tela Brasil, dos cineastas Lais Bodansky e Luis Bolognesi, da Buriti Filmes.

O Instituto Criar foi lançado em 2003. A partir dai, o projeto pôde montar uma equipe executiva, comandado pelo comunicador Luci ano Huck, para um extenso trabalho de planejamento. O Ciar já formou cerca de 700 jovens desde a fundação. A missão é formar jovens que sejam capazes de contribuir com a transformação positiva de seu entorno.

Troféu Maurice Legeard

O prêmio evoca o nome deste grande agitador cultural francês que escolheu Santos para viver.
O inesquecível fundador da Cinemateca Santista, e várias vezes diretor do Clube de Cinema de Santos.

ESTRELA NA CALÇADA DA FAMA: NUNO LEAL MAIA

Nuno Leal Maia é eternizado na calçada da fama do Cine Roxy de Santos durante a 9a edição do Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens, que acontece de 13 a 17 de setembro. Ex-jogador de futebol, estudou artes cênicas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Participou de quase 40 filmes, e ficou conhecido pelas produções da época da pornochanchada e pelos papéis marcantes nas telenovelas nos anos de 1980.

No cinema, Nuno estreou a carreira em 1973, com a produção "Anjo Loiro". No mesmo ano, também participou do longa "A Virgem". Dois anos mais tarde, o ator santista estrelou em "Cada um dá o que tem" e em 1976 em o "Chão Bruto", o "Quarto da Viúva" e "Guerra é Guerra". Mais recentemente, o ator santista esteve no elenco de "Um Lobisomem na Amazónia" (2005) e "Onde Andará Dulce Veiga?" (2008).

No final da década de 1970, Nuno Leal Maia ampliou o currículo e trabalhou pela primeira vez na televisão.

Na Rede Globo, atuou em "Estúpido Cupido". Ao lado de grandes nomes, Nuno também fez parte do elenco de "Mulher Objeto" (1982), "Gabriela, Cravo e Canela" (1983), "O Beijo da Mulher Aranha" (1985) e "O Escorpião Escarlate" (1990), além de muitas outras. Destacou-se bastante na figura do ' 'paizão maneiro”, "gente fina" e o bicheiro "Tony Carrado", graças às suas memoráveis atuações nas telenovelas "A Cata Comeu", "Top Model" e "Mandala".

Calçada da Fama

É uma homenagem que o Curta Santos e o Cine Roxy prestam a personalidades de destaque nacional que carregam consigo o nome de Santos por todo pais. Em edições anteriores, a estrela foi entregue ao produtor cultural Toninho Dantas (in memorian), ao ator Ney Latorraca, ao jogador Pelé, ao cantor Chorão, à atriz Bete Mendes e ao maestro Gilberto Mendes.

HOMENAGEM ESPECIAL: THIAGO CÓSTACKZ

O Artista plástico Potiguar Thiago Cóstackz recebe o Troféu Maurice Legeard pela importante contribuição à sustentabilidade ao fundar o primeiro Museu de EcoArt Sustentável do Brasil. Ao abraçar as causas sociais e ambientais, ele é homenageado no 90 Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens que tem como subtema a preocupação com o meio ambiente.

Ciente do poder transformador da arte e acreditando que todo cidadão tem nas mãos a possibilidade de realizar as mudanças que tanto deseja, Cóstackz idealizou e realizou a Mostra Manifesto Mitos e Ícones, que fundou o Museu Auto-Sustentável. A ideia soa urgente. Por isso, ele tem como primeira sede um dos maiores shoppings da cidade de Natal, viabilizando o acesso à arte e a inclusão social através de eventos educativos e, aos poucos, tornando-se parte do cotidiano do povo.

Troféu Maurice Legeard

O prémio evoca o nome deste grande agitador cultural francês que escolheu Santos para viver. O inesquecível fundador da Cinemateca Santista, e várias vezes diretor do Clube de Cinema de Santos.

DAMA DAS ARTES: NYDIA LICIA

A atriz, diretora e produtora Nydia Li cia é a homenageada especial do 90 Curta Santos Festival Santista de Curtas Metragens, pela sua importante contribuição à cultura brasileira, em especial às artes cênicas. Ela recebe o Troféu Maurice Legeard durante a Cala de Abertura do evento, que ocorre no dia 13 de setembro.

Nydia trabalhou com Pietro Maria Bardi e ajudou a criar o Museu de Arte de São Paulo. Como atriz, participou com grande destaque do começo do teatro moderno no Brasil. No Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) esteve ao lado de nomes como CaciIda Becker, Walmor Chagas, Zampari e Adolfo Celi. Fez telenovelas nas extintas TV Paulista e Rede Tupi e na Bandeirantes, com papéis de destaque nas telenovelas "Éramos Seis" (1977) e "O Ninho da Serpente" (1982).

Troféu Maurice Legeard

O prémio evoca o nome deste grande agitador cultural francês que escolheu Santos para viver. O inesquecível fundador da Cinemateca Santista, e várias vezes diretor do Clube de Cinema de Santos.

ATRIZ HOMENAGEADA: CHRISTIANE TORLONI

Christiane Torloni é a atriz homenageada do 90 Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens. Ela recebe o prêmio Lilian Lemmertz pelo conjunto de seu trabalho no cinema brasileiro. Com uma carreira que se divide entre o cinema e a televisão, Christiane Torloni coleciona os mais diversos papéis.

Atual protagonista da novela das nove horas da Rede Globo, "Fina Estampa", Torloni tem extensa carreira no cinema nacional, tendo participado de trabalhos como "O Bom Burguês" (1979), de Oswaldo Caldeira, "Rio Babilónia" (1982), de NeviIle de Almeida, "Onde Andará Dulce Veiga?" (2007), de Guilherme de Almeida Prado, e "Chico Xavier" (2010), de Daniel Filho.

Na televisão, estreou aos 19 anos na novela "Duas Vidas", de Janete Clair. Tem uma relação próxima com a titular do prêmio, já que viveu a filha de Lilian Lemmertz em "Baila Comigo", de Manoel Carlos. Também fez "Selva de Pedra" (1986), "A Viagem" (1994), "Mulheres apaixonadas" (2003), "América" (2005) e "Caminho das Índias" (2009).

Tem participação política ativa, tendo sido uma das artistas engajadas nas Diretas Já, que reivindicava o retorno de eleições diretas no Brasil durante os anos 80. Também trabalha ativamente pela preservação da Floresta Amazónica e pelo fim da violência contra a mulher.

Christiane Torloni recebe a premi açá0 durante a Cala de Abertura do Curta Santos, que ocorre no dia 13 de setembro.

Troféu Lilian Lemmertz

O troféu Lilian Lemmertz é concedido a atrizes que pelo conjunto de sua obra contribuíram diretamente para o fomento do mercado audiovisual nacional. Em edições passadas, 0 prémio foi entregue às atrizes Eva Wilma, Júlia Lemmertz, Rosi Campos, Betty Faria e Maitê Proença.